Feira de profissões de engenharia atrai jovens

Jovens entre 15 e 19 anos, a maioria cursando o ensino médio, participaram da primeira Feira de Profissões da Engenharia, realizada pelo SEESP

Em 23 de agosto, jovens entre 15 e 19 anos, a maioria cursando o ensino médio, participaram da primeira Feira de Profissões da Engenharia, realizada pelo SEESP em sua sede, na Capital. O intuito foi apresentar alguns dos cursos de engenharia existentes na cidade de São Paulo e região e faculdades da área encontradas no País. Os estudantes acompanharam as exposições de professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), Mackenzie, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) – este mantido pelo sindicato – e as faculdades São Judas e Cantareira. Matérias de formação e mercado de atuação das engenharias elétrica, de alimentos, civil, biomédica, mecânica, de controle e automação, agronômica, de inovação e de produção foram abordados.

O engenheiro metalúrgico Sérgio Andrade trouxe os gêmeos Daniel e Rodrigo de Vasconcelos Andrade, de 15 anos, e parabenizou o sindicato pela iniciativa. “Esse tipo de evento é importante para atrair mais jovens para a área, que precisa, cada vez mais, de novos e bons talentos”, observou. Já os filhos, ainda indecisos, gostaram de ter um contato mais direto com os professores e perceberam a área menos fria, mais dinâmica e voltada às mudanças.

Vinícius Veiga, 17, quer prestar vestibular na Poli-USP, na Unicamp e nas federais. Ainda não definiu em qual área, mas tem interesse pelo setor de energia. Vítor Franciscato, 19, já está cursando engenharia física na escola de Lorena, recentemente integrada à USP, mas compareceu à feira para obter mais informações a respeito de outras modalidades. “Quero, depois da graduação, estreitar o meu conhecimento em outra área, quem sabe mecânica.” Caso ainda de Renata Ornelas Guenaga, 19, que já estuda elétrica e também esteve na feira acompanhada do pai engenheiro. Ela pretende fazer pós-graduação em biomédica ou mecânica.

Na outra ponta, está a estudante Marina de Moreira, 16, em dúvida entre áreas bem diferentes: engenharia bioquímica e jornalismo. “Gosto muito de química e matemática, mas também de escrever”, resume sua inquietação. Já Felipe Mota Vieira, 16, considerou interessante e esclarecedora a atividade. “Nesse período antes do vestibular, temos sempre muitas dúvidas, e ter contato direto com o professor da universidade nos dá uma ideia melhor do que é a profissão, o que não conseguimos saber no ensino médio.”

O professor José Marques Póvoa, diretor de graduação do Isitec, na sua explanação sobre o curso de engenharia da inovação, cujo processo seletivo será iniciado no dia 1º de outubro próximo, esclareceu: “Pretendemos mudar o conceito de engenharia, preparando os estudantes para os empregos que ainda não existem e para tecnologias que ainda serão inventadas.” Ele acrescentou que esse profissional será um eterno estudante. E completou: “Inovação é uma atitude, um estado de espírito, um processo criativo. O professor, na nossa escola, será o mediador do aprendizado.”

Segundo explicou, o instituto não vai formar um profissional generalista ou especialista, mas multiespecialista. Nosso lema é: “Aprender a aprender. Aprender a fazer e fazer.”

Fonte: SEESP