Engenharia para resolver problemas do futuro

Engenharia para resolver problemas do futuro

Fonte: Redação FNE

A tecnologia está transformando o mundo e o que virá pela frente exigirá soluções não inventadas ainda, mas que precisam de profissionais à altura, preparados desde já para desenvolvê-las. Esta é a preocupação da chamada engenharia do futuro, que tem sido motivo de atenção dos setores especializados, e por enquanto sem muitas respostas. O diretor da Dassault Systèmes, responsável por Solidworks para a América Latina, Mario Belesi, aponta em artigo para Computerworld  o avanço da indústria da Internet das Coisas (IoT), a robótica e a manufatura aditiva como vitais para o sucesso dos produtos e da linha de produção. Mas ele se pergunta se as pessoas que participarão das chamadas fábricas do futuro ou smart factories estão preparadas para as tarefas que assumirão.

O assunto conduz o debate para o campo da educação, especialmente, o ensino superior, e para a pergunta: onde e como esses profissionais estão sendo formados? Belese se reporta ao que dizem muitos especialistas: que a educação em engenharia precisa de uma nova abordagem para atender às recentes habilidades exigidas por esse novo ambiente. E que, em busca de alcança-las,algumas instituições educacionais ao redor do mundo, especialmente na Alemanha, França, Índia e nos Estados Unidos, estão utilizando programas inovadores para a capacitação da nova geração de engenheiros. Mas o Brasil pode ser incluindo nesse rol, com uma experiência inovadora: um curso de graduação inteiramente dedicado à engenharia de inovação.

Várias questões apontadas no artigo de Mario Belesi – em que o físico e o virtual aparecem como processos integrados, exigindo profunda interação nas tarefas compartilhadas entre seres humanos e as tecnologias –  fizeram parte das discussões que deram origem ao Instituto Superior de Tecnologia e Inovação, o Isitec, segundo seu diretor Fernando Palmesan. “Tanto a filosofia de aprendizado quanto a grade curricular do instituto levaram em consideração a necessidade de mercado apontada por inúmeras empresas que consultamos, educadores brasileiros e internacionais que convidamos para debater uma nova forma do ensino de engenharia no Brasil”.

Foi esse debate e a constatação da carência na atual formação profissional que levou o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, o Seesp, à criação do Isitec.  Como aponta Balesi em seu artigo, “Se os estudantes não forem educados de forma a considerar o modelo global e a trabalhar em equipes multidisciplinares, que são uma marca das fábricas modernas, eles terão que aprender isso na prática, o que diminuirá a produtividade.

O Isitec foi o primeiro e é ainda o único curso de graduação em Engenharia de Inovação do País aprovado pelo MEC. “O futuro engenheiro que está cursando no Isitec terá uma visão integrada e interdisciplinar da engenharia, com uma carga horária intensa em matérias básicas, como cálculo e física bem como empreendedorismo, inovação e área social”, explica Palmesan. São 4.620 horas em período integral. Mas, como aponta o educador, o principal diferencial da experiência brasileira é outro: “Quando consultamos grandes empresas de tecnologia e industrias de ponta visando a montagem do Isitec, uma pergunta recorrente foi: como preparar engenheiros que solucionem problemas ainda desconhecidos?  A instituição está respondendo a essa indagação com seu curso de Engenharia de Inovação. Creio que a grande sacada é que o Isitec está preparando os estudantes para serem especialistas em resolução de problemas que hoje sequer são conhecidos. Ou seja, para serem os solucionadores de problemas do futuro”.