Cursos para desenvolver técnicas de criatividade e comunicaç

Ajudar o engenheiro a ter habilidades para desenvolver a criatividade e a usar no seu dia a dia de trabalho a comunicação de forma eficiente. Esses são alguns dos objetivos dos dois cursos iniciais a distância do SEESP que estarão sob a responsabilidade do professor Marcelo Massarani, da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), com início a partir de 15 de fevereiro próximo. Os cursos são individuais, por isso podem começar a qualquer momento. As inscrições estão abertas. Os valores são diferenciados para sócios (R$ 200,00) e não sócios (R$ 280,00) do sindicato.

“Na minha experiência, verifico que os alunos da graduação de Engenharia não se sentem criativos e têm dificuldades de se comunicarem, o mesmo ocorre com alunos de MBA e com profissionais já formados”, observa o professor, que explica que o curso “Técnicas de criatividade” terá três módulos, com apresentação de vídeos e material de apoio. O aluno terá de fazer atividades práticas, no dia a dia ou no trabalho, e ao final do módulo, deverá apresentar um relato dessa atividade para poder passar para o
nível seguinte.

“Vamos ensinar algumas técnicas, como, por exemplo, contra o bloqueio de percepção. Ou seja, estimular o aluno a perceber mais coisas a sua volta para poder descobrir oportunidades para melhorar alguma coisa”, explica Massarani. A técnica, explica, é a da preguiça, que em engenharia é a mola propulsora do desenvolvimento. “Ele precisa ser preguiçoso e responsável, é uma combinação ideal.”

O professor da Poli/USP ensina que criatividade é mais uma habilidade do que um comportamento.

Comunicação

Já o segundo curso, “Comunicação eficiente”, que também terá três módulos, vídeos, atividades práticas e relatórios, o aluno aprenderá técnicas para evitar o mecanismo de supor ou inventar informação que está faltando numa comunicação profissional. “A ideia do curso é introduzir esse cuidado, de evitar preencher as informações que estão faltando. O engenheiro vai aprender e treinar a fazer perguntas.”

Outro ponto destacado do curso é quanto ao uso da pergunta iniciada com “por que”. “Vamos ensinar a não usá-lo de maneira alguma na hora de se obter informação técnica. Isso é proibido. O “por que” traz uma resposta muito subjetiva e emocional.”

O professor

Marcelo Massarani é engenheiro mecânico pela Escola Politécnica da USP, Doutor em Engenharia Mecânica. Professor da Escola Politécnica da USP onde ministra cursos de graduação; pós-graduação e de atualização desde 1988, nas áreas de cálculo estrutural, engenharia e análise do valor e metodologia do projeto. Consultor de empresas para a concepção e desenvolvimento de produtos. Pesquisa e desenvolve técnicas para o uso da criatividade, inovação, métodos de comunicação precisa em ambiente empresarial e aplicações da análise e engenharia do valor.

*Por Rosângela Ribeiro Gil – Imprensa/SEESP