Cursos de engenharia internacional visam aprimorar conhecimentos em tecnologia e inovação

Programa Ciência sem Fronteiras oferece bolsas para quem quer se especializar no exterior

Você conhece o programa Ciência sem Fronteiras (CsF)? São bolsas de estudo financiadas pelo governo para que brasileiros possam cursar graduações e pós-graduações nas melhores universidades do mundo, incluindo países como Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda, Austrália, Suécia, Alemanha, França, China e vários outros. Mas não são bolsas em qualquer área de estudo; o interesse do governo brasileiro é que haja uma mobilidade internacional a fim de “manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação”, como diz no site do Ciência sem Fronteiras.

Portanto, as bolsas do programa se limitam, quase sempre, aos campos STEM – Science, Technology, Engineering and Math (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Os brasileiros que quiserem concorrer às bolsas de estudo no exterior devem estar interessados em se graduar ou se especializar em uma destas áreas. O governo brasileiro vê o programa como uma maneira de conceder treinamentos especializados no exterior, conseguindo, assim, criar profissionais, pesquisadores e mão-de-obra qualificados e bem preparados. O objetivo principal é investir na formação de pessoal altamente qualificado nas competências e habilidades necessárias para o avanço da sociedade do conhecimento.

Reconhecimento

As melhores universidades internacionais investem quantias incríveis em laboratórios e instalações de ponta para que seus estudantes usufruam dos melhores equipamentos de pesquisa. O resultado das teses em STEM realizados por eles pode melhorar a qualidade de vida no mundo inteiro! As teses serão publicadas em revistas científicas, ganharão reconhecimento entre profissionais da área, e, consequentemente, elevarão o nome da universidade internacionalmente. Ao ter suas pesquisas acadêmicas reconhecidas no mundo, a instituição consegue mais propostas de financiamento dos estudos de seus alunos, de suas pesquisas e de bolsas de estudo.

É um ciclo lucrativo para todos os envolvidos: a instituição ganha reconhecimento e atrai mais estudantes. As empresas, associações ou qualquer interessado em investir nas pesquisas acadêmicas podem escolher a especialização que irão financiar. Desta forma, a pesquisa realizada pelo estudante financiado será de extremo interesse para a melhoria dos negócios das empresas. Tome com exemplo o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) e a Saab AB, empresa sueca de defesa e segurança, que irão co-financiar mais de 100 bolsas de estudo do Ciência sem Fronteiras na Suécia. Para conseguir uma das concessões de bolsas destas empresas, o estudante deve enviar propostas de pesquisa acadêmica nas áreas específicas aeroespacial, defesa e segurança, energia e meio ambiente, e cidades atrativas e sustentáveis – ou seja, campos de extremo interesse para o desenvolvimento das próprias empresas que co-financiam os estudos.

Profissionais mais preparados

E ao término dos cursos, as empresas podem resolver integrar os estudantes como funcionários em suas equipes – o que pode ser bom para o estudante que conclui o curso empregado e para a empresa que recebe uma mão-de-obra extremamente qualificada e preparada para colocar em prática o que foi conquistado com a pesquisa acadêmica.

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*Com informações do artigo publicado por Brenda Bellani no site do Sindicado dos Engenheiros no Estado de Goiás – Senge.