Agência USP lança programa de estímulo

Objetivo é atender inventores, empreendedores e empresas sem vínculo com a universidade

Desde que foi criada, em 2005, a Agência USP de Inovação costuma ser acionada por professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo quando eles precisam de apoio para proteger os resultados de pesquisa, identificar parceiros e para intermediar projetos inovadores realizados no âmbito da instituição com o setor privado.

Já nos últimos anos, a Agência, que funciona como Núcleo de Inovação Tecnológica da USP, também começou a receber uma demanda inversa: a de inventores, empreendedores e empresas sem vínculos com a universidade, interessados em receber auxílio em questões relacionadas à inovação – como formas e procedimentos para proteção de tecnologias e identificação de fonte de financiamento –, ou identificar possibilidades de projetos científicos e tecnológicos em conjunto com pesquisadores da instituição.

Para atender a essa nova procura e ajudar a suprir essa carência de informações, a Agência USP de Inovação lançou no início de janeiro o programa “Vocação para Inovação”.

Mais incentivo

Voltado para a comunidade externa da USP, o objetivo do programa, apoiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), é orientar inventores, empreendedores, pesquisadores e microempresários na condução de projetos de inovação tecnológica e, se necessário, auxiliar na identificação de parceiros na própria universidade que possam ajudar a realizá-los.

“A USP tem cerca de seis mil pesquisadores, em todas as áreas do conhecimento, e 80 mil alunos, distribuídos pelos campi da universidade no Estado de São Paulo”, ressaltou Maria Aparecida de Souza, diretora técnica de propriedade intelectual da Agência USP de Inovação.

“Com certeza, inventores, empreendedores, pesquisadores e empresas podem encontrar na universidade parceiros para auxiliá-los no desenvolvimento de seus projetos de inovação tecnológica”, disse Souza, durante o workshop “Diálogo sobre apoio para inovação na pequena empresa”, realizado no dia 20 de dezembro, na Fapesp.

Feito em parceria com o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), o objetivo do evento foi esclarecer dúvidas dos representantes das empresas que apresentaram ou têm interesse em submeter projetos ao Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) antes do dia 1º de fevereiro – o prazo final para apresentar propostas para o primeiro ciclo de análise do programa em 2013.

Pesquisa para inovação

Criado em 1997, o PIPE apoia projetos de pesquisa para inovação em microempresas e empresas de pequeno porte, com até 250 empregados, sediadas no Estado de São Paulo. Os projetos de pesquisa selecionados para o programa, em qualquer área do conhecimento, deverão ser desenvolvidos por pesquisadores que tenham vínculo empregatício com essas empresas ou que estejam associados a elas para sua realização.

Um dos principais objetivos do PIPE hoje é estimular a aproximação e a cooperação entre empresas e universidades para o desenvolvimento de projetos de pesquisa que possam resultar em inovações e novos negócios.

“Há desenvolvimentos científicos e tecnológicos dentro das universidades que nem sempre são acessíveis para as pequenas empresas”, avaliou João Furtado, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

“Estamos estimulando a cooperação entre empresas, que buscam conhecimento científico, e as universidades, onde este existe ou pode ser desenvolvido, e pedindo a ajuda das instituições para que esta questão seja equacionada de uma forma aceitável tanto para a FAPESP como pelas universidades e pelas empresas. O novo programa da Agência USP de Inovação representa uma grande contribuição nesse sentido”, afirmou Furtado.

Para receber auxílio da Agência USP de Inovação, os interessados deverão realizar agendamento no sitewww.inovacao.usp.br/apoio/formulario.html.

*Com informações do site do Sindicado dos Engenheiros no Estado de São Paulo – SEESP e Agência Fapesp.